Hoje, vamos estudar mais a fundo porque as pessoas estão saindo da frente da TV e indo pra frente do computador, tablet ou smartphone.
Desde o começo do século XX, o homem passou a ter em sua casa um companheiro novo que, com o passar do século, foi se tornando algo cada vez mais comum nas salas, quartos e no cotidiano. Estamos falando da televisão! Sim, o televisor, ou como carinhosamente chamávamos, a TV, foi a grande companheira da humanidade durante o século XX.
Porém,
nossa geração tem sido atraída por um tipo diferente de TV e que de fato não é
bem um televisor, nossa geração hoje é atraída pelo U2B YouTube
que cada dia que passa toma um pouco mais do espaço da televisão entre os
jovens ao redor do mundo. Mas, por que será?
A
TV levou informações, rompendo barreiras de espaço num curto tempo, mas, além
disso, envolveu uma geração com novelas mexicanas arte e cultura, e seduziu de fato o espectador do século passado. Contudo, a nossa
geração não quer só receber, também quer seduzir, envolver, informar, e trocar
culturas e experiencias.
Por meio do YouTube é possível você ser produtor, diretor e protagonista de suas próprias histórias, o que nos gera uma sensação de integração e ascensão, e que, de fato, somos parte integrante de um grupo. Antes, era comum ter um carisma pelo mocinho da novela, por meio de uma identificação fictícia. Hoje, criamos laços com nossos youtubers prediletos, e “ai” de quem falar mal do ultimo vídeo dele.
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| Preciso xingar no Twitter! |
A sensação de saber que um Smartphone e uma ideia podem ser suficientes para que sejamos a próxima estrela do YouTube, e, quem sabe, se tivermos sorte, poder mandar o nosso próprio “alô” pro usuário que é o primeiro a comentar em todos os nossos vídeos, deixa as pessoas extasiadas.
Tudo se baseia na sensação de proximidade e possibilidade que temos em comparação à TV. A ficção é explicita na grande maioria dos programas de TV mas, quando comparada com a “realidade” (sim, por mais natural que pareça, é certeza que seu youtuber/Canal preferido tem, no mínimo, um roteirinho) do YouTube, a linha entre o cotidiano e a encenação é quase invisível. Além da liberdade em poder escolher o que assistir, na hora que quiser e onde quiser, temos uma sensação de autonomia, e direcionamos a nossa atenção somente para as coisas, nesse caso, canais ou vídeos, que nos interessam.
O que ajuda nessa proximidade é a linguagem utilizada pelos produtores dos vídeos. Eles utilizam termos como upload, ou curtir e compartilhar, ainda tem o termo vlogger (ou youtuber, se preferir), há também termos como “subir o vídeo”, ter um crush e por aí vai. Se você ficou meio perdidão nessa parte do post, não se preocupe, fizemos uma pesquisinha e um breve glossário para você aqui.
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| PC Siqueira e seu famoso bordão "Oi! Como vai você?" |
Outra coisa que
podemos colocar nessa equação maluca é a característica do espectador. Ele é,
em 90% dos casos, jovem, com idade entre 15 e 22 anos, e esta a procura de
resposta para algumas perguntas que a vida ainda não deu a ele. Os youtubers
ajudam essa galera com isso: contam casos, falam sobre artistas do momento e,
em alguns casos, acabam se tornando os próprios ídolos, como foi possível
constatar na Bienal do Livro de São Paulo, onde alguns youtubers levaram milhares (sim, milhares) de jovens lá para o lançamento de seus livros. Olha ai a mudança.
Agora eles saem da internet para as livrarias. E os jovens adoram isso porque
cria uma certa intimidade com a pessoa que eles assistem. Estar próximo, pedir autógrafos, tirar selfies. É como se estivessem ao lado de verdadeiras estrelas do rock.
Bom, o que interessa mesmo, é que o jovem esta cada vez mais com voz ativa para opinar e dizer sobre o que gosta ou não. Seja com o seu vocabulário descolado, cheio de gírias ou com o vocabulário mais formal, eles estão lá, com sua voz ativa. E, acreditem, eles também produzem os próprios vídeos para dizer se gostaram ou não de outros vídeos. A incrível geração prosumer começa a existir de verdade!
Bom, o que interessa mesmo, é que o jovem esta cada vez mais com voz ativa para opinar e dizer sobre o que gosta ou não. Seja com o seu vocabulário descolado, cheio de gírias ou com o vocabulário mais formal, eles estão lá, com sua voz ativa. E, acreditem, eles também produzem os próprios vídeos para dizer se gostaram ou não de outros vídeos. A incrível geração prosumer começa a existir de verdade!



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